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Resenha: A Cidade e as Serras

Título: A Cidade e as Serras
Autor: Eça de Queirós
Editora: Martin Claret
Ano de lançamento: 1901
Páginas: 237
Onde comprar: Buscapé - compare preços
Classificação: 
Sinopse: Eça de Queirós, considerado o maior romancista de seu país, inaugurou o Realismo em Portugal. O conjunto de sua obra, incluindo artigos e cartas, traça um panorama crítico da cultura e dos programas sociais e políticos de seu tempo. Seu estilo, que modernizou a prosa portuguesa, é límpido e preciso, e seu tom, cáustico e mordaz, desnuda os vícios da sociedade portuguesa do fim do século XIX. 'A cidade e as serras' é uma deliciosa sátira dos progressos ainda canhestros dos tempos modernos e reencontro do romancista com a paisagem de sua meninice. Vê-se também aí, no jogo dos contrastes, o apego nostálgico à essencialidade honesta da vida ainda natural e limpa do interior.

A Cidade e as Serras foi um livro que me surpreendeu e me desafiou muito.
No início é um pouco maçante mesmo (na minha opinião), no entanto, essa maçada* não dura muito tempo rs.

Jacinto, o personagem principal é um jovem rico, inteligente e muito atualizado sobre as novas tecnologias. Narrada por seu melhor amigo, Zé Fernandes, a história descreve a vida na agitada cidade de Paris, toda sua modernidade, o progresso, o exemplo da civilização e a vida no campo, em Tormes, cidade de Portugal onde qualquer tipo de tecnologia era desconhecido.

Bem crítica em relação à evolução das cidades e a perda de valores, A cidade e as Serras, me fez querer morar no campo, a paixão de Jacinto pela vida no campo faz qualquer um querer passar pelo menos uma temporada fora da cidade para conhecer um pouco da vida nas serras e em qualquer outro lugar onde tiver natureza.

O livro é muito bom, os personagens são muito engraçados, não tem como não recomendá-lo. Eu sei que muitas pessoas fazem um pré-julgamento sobre este livro, eu também fiz quando era mais nova, principalmente por ser um dos livros requisitados em alguns vestibulares, me arrependo de não tê-lo lido antes. Vale muito a leitura, está entre meus preferidos sem dúvidas nenhuma.

OBS: Essa edição da foto, vem com questões de vestibular relacionadas ao livro e corrigida com o novo acordo ortográfico. :)
*Jargão utilizado pelos personagens "Que maçada!".

Resenha: Bruxos, bruxas e os feitiços mais crueis que se pode imaginar

Titulo: Bruxos Bruxas e os feitiços mais crueis que se pode imaginar
Autor (a): Joseph Jacobs
Editora: Martin Claret
Nota: 4/5
Sinopse: Bruxas... Algumas são más, terrivelmente más! Outras, nem tanto. E existem ainda algumas que são verdadeiras heroínas. É uma pena que só se conheçam as más. Elas foram as que ficaram mais famosas na história da humanidade, afinal, fizeram tantas coisas terríveis que é difícil de esquecer. Mas existem também as boas. E há os feiticeiros... Quem nunca ouviu falar de Merlin, por exemplo – o mago celta que ajudou o Rei Artur? Pois então deixe de lado o preconceito e abra este livro. Nele, você encontrará 10 contos sobre bruxas, bruxos e seus feitiços extraordinários. São contos da cultura celta que foram recolhidos da tradição oral e recontados por Joseph Jacobs, folclorista e estudioso dos mitos e lendas britânicos. Você pode acabar descobrindo que feitiços são muito interessantes – às vezes cruéis, outras, divertidos. Mas tome cuidado! Entre um conto e outro, sem que se dê conta, você pode acabar completamente encantado.
Desde o principio, o que já havia me chamado atenção no livro seria a capa, esse tom  vinho nas bordas e no meio um verde mesclado com outras cores, fez com que eu tira-se más conclusões, mas logo vi que estava totalmente errado. O livro é bem fininho com exatamente 133 páginas, em modo Pocket, o que me deixou meio triste, pois não gosto desse formato. Entre páginas e páginas a ilustrações de alguns personagens que deram um toque atrativo no livro.

A obra contem 10 contos, cheios de fantasia, magia e feitiços, mais não tão trágicos e cruéis como é mencionado no titulo do livro "feitiços mais cruéis". A história é leve, onde se pode desligar um pouco da atual realidade e embarcar em uma era mais simples, mais antiga ... a era medieval. Nada de magos, varinhas, cartolas, se é isso que você espera do livro, é melhor se acalmar pois os contos são bem diferentes daqueles que todos nós ouvíamos dos nosso pais, avós e etc.

Dentre todos os contos da obra, o que mais me chamou atenção foi A Visão de Macconglinney, alem da história ser muito interessante, ela nós mostra como a magia é algo poderoso que só aquele que tiver sensibilidade poderá ser um bom praticante. Não tem do que reclamar do livro, diagramação, espaçamento, conteúdo, acho que na escala de 0 a 10 a nota que se encaixaria melhor com o livro seria 10.

Resenha: O Cortiço - Aluísio Azevedo


Nome: O Cortiço
Autor (a): Aluísio Azevedo
Editora: Martin Claret
Ano de lançamento: 2009
Número de páginas: 228
Onde comprar: Cultura

“Não sou nem posso ser ingrato para com o público que me leia ou por ventura me aplauda, pois o público jamais lê ou aplaude por obséquio a quem quer que seja. O público nuncafaz favor a ninguém, faz justiça.” Aluísio AzevedoCom o perfil de autor tão antigo e tão moderno, comum apenas aos clá;ssicos, Aluísio Azevedo publicou O cortiço em 1890, romance que descreve a sociedade brasileira da época e é considerado um dos marcos do Naturalismo. O proletá;rio e a desigualdade social são presenças marcantes na obra: o ganancioso e avarento comerciante português João Romão, a trabalhadeira Bertoleza, o vizinho rico Miranda, o malandro preguiçoso Jerônimo, a mulata Rita Baiana, todos tratados como uma extensão do cortiço, personagem principal cujo cotidiano é descrito ao longo da narrativa. Eis o primeiro grande romance social brasileiro e um dos principais do autor

João Romão, um homem que faz de tudo para conseguir seus objetivos, desde exploração a furtos. Ao longo da história, João arruma confusões com o novo vizinho Miranda, casado com Dona Estela, mulher rica, burguesa e bem de vida, junta-se a elite. Mas ao longo do tempo, duvidas o corrói trazendo suspeitas sobre a paternidade de sua filha Zulmira.

O livro foi publicado em 1890, mais ao longo do tempo foram feitas novas adequações e edições. A obra obteve fama após ser citado  em vestibulares, e com isso causou um marco na literatura brasileira. Trazendo o sucesso de uma das editoras mais adoradas do nosso pais, a própria Martin Claret.

Miranda enriquece causando inveja em seu maior inimigo João, onde acaba entendendo que não basta ganhar dinheiro, é necessário buscar posições sociais, adquerir elegância e roupas finas, enfim ser considerado um burguês pela sociedade.

O livro contem 228 paginas, pequenininho né? Mais em compensação a narrativa e a diagramação são bem pesadas contento vocabulário requintado e ainda por cima é uma ótima indicação tanto para quem vai prestar vestibular como para os amantes da literatura naturalista.